22.03.09

Olá, meu amor.

 

Ontem, fomos os dois à festa de aniversário de uma amiga comum.

Quando lá cheguei, um pouco cedo demais, ainda não estavas lá. Senti uma mistura de emoções: por um lado, tristeza por não te ver; por outro, um certo alívio por não ter que te ver com ela.

 

Dancei, dancei, dancei. Penso que me fazia falta dançar; é algo que me permite aliviar algum d stress que tenho sentido ultimamente.

 

Quando, finalmente, parei de dançar e fui comprar qualquer coisa para beber, chegaste tu. Corrijo, chegaram vocês.

Estávamos em grupo e ela, que falou a todos que lá estavam (incluindo algumas pessoas que nem conhecia), passou por mim sem sequer me dirigir um "Olá".

Eu já não gostava muito dela. Depois desta atitude, confesso que a minha opinião em relação a ela não melhorou.

 

Tu, pelo contrário, fizeste comigo o que não fizeste com mais ninguém; enquanto a todos os outros apertaste mãos e deste beijinhos, a mim abraçaste-me, e sussurraste-me ao ouvido "It is wonderful to see you tonight".

Se tu soubesses, fizesses uma pequena ideia, do efeito que essas palavras têm em mim... Mas não sabes, claro que não sabes.

 

Fomos para a pista de dança e, uns minutos depois, vi o que ainda não tinha visto e que, honestamente, evitei ver até agora: um beijo vosso.

Descrever o que senti é impossível; sentir que alguém me arrancava o coração pla boca e, ao mesmo tempo, me empurrava para um abismo, é o mais próximo que consigo chegar. Ainda assim, muito longe.

 

Depois disso, fiz algo de que não me orgulho mas que, no meio da dor e perante a situação, me pareceu certo na altura: bebi um pouco demais.

Quando dei por mim, estava a dançar, digamos que um pouco junto demais, com um conhecido nosso.

 

Fizeste, então, algo que nunca tinhas feito. Puxaste-me pelo braço (com um bocadinho mais de força do que o que provavelmente querias), para longe da pista de dança.

Perguntaste o que eu estava a fazer, que eu sabia que a fama dele não é a melhor, e mais umas quantas coisas das quais não me lembro por completo, uma vez que, confesso, a maioria das recordações da noite passada estão um pouco nubladas na minha cabeça.

 

Eu, hoje, sei que tinhas razão. Mas ontem, fiquei zangada. Disse-te que não tens o direito de te meter assim na minha vida. Tu ficaste frustrado, eu fiquei frustrada.

 

Não foi, definitivamente, a nossa melhor noite. Devo-te uma desculpa pela forma como reagi. Afinal, estavas apenas a tentar proteger-me. Se o alcoól não explica, lembra-te simplesmente que, no meu peito, havia uma ferida que não me deixava pensar de forma racional.

 

Apesar de tudo,

 

Amo-te.

 

 

 

sinto-me:
música: Kiss me by Sixpence None the Richer
publicado por Amora às 20:20

15.03.09

Olá, meu amor.

 

Tu sabes que eu, por vezes, deixo os sentimentos falar mais alto do que a razão.

 

Na semana passada defrontei-me com uma situação na qual, em vez de actuar de forma racional e ética, deixei os sentimentos falar mais alto e agi como me mandou o coração. (Se o meu coração fosse sempre assim tão impulsivo, tenho a certeza de que já te tinha declarado o meu amor)

 

Apesar de, na altura me ter parecido certa a forma como reagi fui, de forma subtil, criticada por um nosso superior. Ele não me censurou, mas não deixou de dizer que, da próxima vez, terei que deixar as emoções de lado e agir de forma estrictamente ética.

 

Todos os que estavam presentes e viram o que aconteceu, vieram dar-me o seu apoio. Todos me disseram que gostaram da minha atitude e que é, de certa forma, refrescante haver alguém que haja de forma humana, no meio de tantas pessoas que estão, já, automatizadas para fazer o que fazem.

 

O apoio de todos foi importante para mim mas, ainda assim, as palavras do nosso superior soavam-me constantemente. Comecei a duvidarse teria feito a coisa certa, ainda tendo a certeza de que não me sentiria bem se não o tivesse feito.

 

Quando te contei o que fiz, tu sorriste. Olhaste-me nos olhos e pegaste na minha mão. "F*ck him", disseste, "You did the right thing".

 

E, assim, a olhar para os teus olhos sorridentes e a sentir a tua mão na minha, todas as minhas dúvidas desapareceram. Eu fiz o que devia ser feito.

 

Passados uns minutos, mostraste-me uma música nove, que escreveste. O orgulho que mostraste, a alegria sincera com que me explicaste que eras tu quem tocava as quatro guitarras, a emoção com que me disseste que esta música vai estar no teu próximo CD... Fizeste-me apaixonar-me por ti, de novo. Como fazes todos os dias, over and over again.

 

Amo-te.

música: Dare you to move
sinto-me:
publicado por Amora às 16:47

08.03.09

Olá, meu amor.

 

Na Segunda-feira passada, voltaste do teu fim-de-semana romântico. Quando me viste, correste para mim, abraçaste-me com força bastante para me levantar do chão e, num sussurro, disseste-me ao ouvido que tiveste saudades minhas.

Senti como se o meu estômago fosse a prisão de borboletas inquietas. E como se o meu coração, por bater tão forte, me fosse sair pela boca a qualquer momento. É incrível como me senti, como me fazes sentir o que sinto com uma frase apenas. Uma simples frase, que em mim teve o efeito de todo o amor do mundo junto. Todo compacto, dentro do meu peito.

Controlei-me para não demonstrar a alegria que senti (se bem que, se bem me conheço, devo ter ficado vermelha que nem um tomate...) e disse-te que também senti a tua falta.

 

Durante essa manhã, não me pareceste muito feliz. Pareceste-me bem, mas não feliz, como supus que estarias depois de uns dias românticos com ela.

Quando te perguntei, disseste que sim, que estás feliz, mas que, como queres mostrar maturidade (e, verdade seja dita, já tens idade para isso), não podes estar tão "all over her" como gostarias.

A verdade é que não me convenceste. Mais cedo ou mais tarde, vais ter que me contar o que se passa.

 

Sei que, ultimamente, tens tido imensas dores devido a um prolapso de um disco invertebral. É um daqueles momentos em que eu gostava de estar contigo. De tomar conta de ti. De ajudar-te a passar pela dor e reconfortar-te.

 

Não é possível.

 

Assim, vou perguntando como vão "as costas". E finjo acreditar quando me dizes, com um leve sorriso mas com olhos tristes, que tudo está bem.

 

Amo-te.

sinto-me: A Primavera está a chegar
música: James Morrison - Wonderful World
publicado por Amora às 20:33

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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