28.05.09

Olá, meu amor.

 

Ultimamente, não tenho escrito muito neste blog. Talvez porque, por uns momentos, senti coisas que não queria que cá ficassem registadas.

 

A meio de Abril, foste viajar com ela. Não disseram a ninguém onde iam. Passadas três semanas, ainda ninguém tinha notícias vossas.

Apeteceu-me apanhar-te no meio da rua e gritar contigo. Dizer-te que és um irresponsável por nos deixares assim, sem notícias. Irresponsável por não dizeres onde ias, ou porque tardavas tanto em voltar.

 

Finalmente voltaste e a nossa relação continuou a esfriar. Desde que estás com ela, e como já tinha referido antes neste bog, afastaste-te dos teus amigos. Eu incluída.

 

Tive muitas, muitas saudades tuas. De te ver, de falar contigo. Das nossas conversas, por vezes tão profundas, outras vezes tão superficiais. De saber que estavas lá para mim, de saber que sabias que eu estava lá para ti.

De quando me procuravas quando algo doía dentro de ti. De quando me procuravas sempre que algo de bom acontecia.

 

Para ser sincera, achei que, de nós dois, eu era a única a sentir esta saudade. Achei que tu, estando agora com ela, não sentisses falta do laço tão forte que nos ligava.

 

No in]icio desta semana passámos um plo outro. Ias com um amigo nosso e eu, de certa forma a tentar fazer-me forte e não demonstrar o quanto ainda me enfraqueces de cada vez que me olhas, cumprimentei-vos e continuei a andar. Reparei, plo canto do olho que, depois de também me teres desejado um bom dia, ficaste a olhar para mim enquanto eu me afastava.

 

Mais tarde, nesse dia, calhou irmos os dois a um mesmo evento. Eu estava sentada duas filas atrás de ti. Ela estava sentada ao teu lado. Notei que continuavas a olhar para mim, com cara de quem me queria dizer alguma coisa.

Felizmente, sempre foi fácil para nós olhar para a cara um do outro e perceber o que se passa. Bastou-me ver o teu olhar ansioso para perceber que também tens saudades. Saudades de quando falávamos todos os dias. De quando partilhávamos pensamentos, histórias, por vezes até momentos em silêncio.

 

Olhei para ti, e sorri. Murmurei, para que apenas tu pudesses ler os meus lábios e compreender o que dizia, "We need to talk". A tua cara iluminou-se, ficaste feliz por eu finalmente ter percebido o que me estavas a tentar dizer.

 

Ontem, num outro evento, fizeste o que há muito não fazias; quando estávamos à espera para entrar, deixaste-a com as amigas e vieste ter comigo. Abraçaste-me e, nem um minuto depois, estavamos a falar como se este tempo afastados nunca tivesse existido.

Estavas a contar-me sobre a tua primeira vez num programa de TV, com um amigo teu, tu a tocar baixo e ele a tocar saxofone. Trocámos risos, sobre como vocês tinham 15 anos na altura e acharam que era giro irem os dois com exactamente a mesma roupa. De como estavas nervoso, com medo de te enganares.

Eu disse-te que devias ter cantado; ficas sempre mais descontraído e de certeza que esse video tinha ficado para a história.

 

Foi bom voltarmos a falar, foi muito bom poder voltar a sentir os teus olhos nos meus, como só tu consegues fazer. Foi bom ouvir-te dizer à "outra" sobre como gostas do facto de eu ter um CD teu, de quando tinhas 19 anos, do qual muio pouca gente sabe, e vê-la a sorrir para mim, com aquele sorriso amarelo, a dizer "ai, sim, és muito querida!".

 

Só me resta esperar que continuemos assim. Não sei que consigo aguentar perder-te outra vez.

 

Amo-te.

 

sinto-me: feliz!
música: o teu CD
publicado por Amora às 23:51

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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