16.07.09

Olá, meu amor.

 

Estou em Portugal há quase três semanas. Estar com a minha família e amigos torna a tua ausência quase suportável. Quase.

 

Tenho ido à praia, trabalhado um pouco, aproveitado para estar com pessoas que são especiais para mim e que não via há alguns meses. Tenho dedicado tempo a coisas que ando a prometer a mim mesma há algum tempo: ler bons livros, relaxar ouvindo boa música, praticar novos acordes na viola, compor algumas músicas. Para a semana, volto ao piano.

 

Seria de esperar que, no meio de tantas coisas a serem feitas e outras tantas por fazer, pensasse menos em ti. No entanto, há sempre qualquer coisa que faz com que a minha mente voe, bem rapidinho, estes milhares de quilómetros que, neste momento, nos separam.

 

Uma música, uma voz, um som, um cheiro, uma imagem, uma pessoa que vem de ou já visitou um dos países em que viveste... Há sempre, sempre algo que me faz pensar em ti. Como se, apesar de toda esta distância estivesses, durante um segundo que seja, perto de mim novamente.

 

De início, pensei que a minha volta para Portugal e a estadia neste país durante três meses fosse ajudar-me a esquecer-te. Pensei que, se não tanto, pelo menos serviria para acalmar todos estes sentimentos. Até agora, posso dizer que me está a sair tudo ao contrário; cada vez penso mais em ti e, basta-me pôr o teu CD a tocar e ouvir a tua voz para que tudo, tudo volte ao que era antes. Mais forte, se possível.

 

Resta-me esperar que estes três meses passem muito, muito depressa. Dia cinco de Novembro estamos juntos, e posso dar-te o abraço que tenho guardado para ti (suponho que o beijo terá que ficar para depois).

 

Amo-te.

sinto-me: quase em desespero
música: Black magic woman - Carlos Santana
publicado por Amora às 18:26

04.07.09

Olá, meu amor.

 

Estou em Portugal há quase uma semana, e as saudades que sinto estão a deixar-me, já, a ponto de desespero.

Sinto falta de te ver, de te tocar. De ver os teus olhos mudarem para vários tons de castanho, consoante a luz e a tua disposição.

 

Neste preciso momento estamos a falar pelo Skype, e estou a controlar a vontade de escrever em maiúsculas que tenho saudades tuas. Em vez disso, falamos do que temos feito, do calor que faz em Portugal vs. o calor que faz nos USA. Das saudades que tinhamos de vir a casa, da falta que nos fazia a nossa família. De como, daqui a 3 meses, voltamos ao país em que vivemos, deixando os que amamos para trás, outra vez.

 

Pedes-me desculpa por teres levado o meu CD (teu) contigo (para alguém com tamanha colecção de CDs e vinis, é interessante o facto de não possuires os teus próprios CDs!).

 

Contas-me as tuas peripécias, de como estás a pensar voltar a fazer música com a tua família. Prometes que me trazes um CD antigo, que gravaste com a tua família há cerca de 10 anos e que não é comercializado. Ris-te quando te conto acerca da minha família, acerca das manias e feitios que continuam os mesmos. Depois de anos a viver fora, há coisas que nunca mudam; isso traduz-se, para mim, num conforto para além do imaginável. Talvez porque também me faz acreditar que, quando um dia vivermos definitivamente em países diferentes, também a nossa relação continuará assim, forte.

 

Ficas revoltado quando te conto que um dos responsáveis pelo nosso projecto me tratou mal, e sugeres mil e uma vinganças diferentes. Convenhamos, cada uma mais estapafúrdia que a outra, idéias que só podiam sair dessa cabecinha e que me fazem sorrir ao pensar em efectuar cada uma delas.

 

Contas-me como apresentaste a tua nova namorada à tua família e eles a adoraram; o teu pai até comentou que ela vai ser a mãe dos seus netos. Não imaginas, nem fazes ideia, do quanto me dói saber isto. Do quanto o meu coração se parte, quando me dizes que, agora que também ela está num país diferente durante três meses, sentes tanta falta dela que quase enlouqueces. Não compreendes que eu sinto exactamente o mesmo... por ti!

 

Agora tens que sair do Skype; a tua avó está a chegar ao Texas e queres tomar um duche e ir ter com ela. Fazes-me prometer-te que vou cuidar de mim, que mando beijos teus à minha família. Dizes-me "I miss you, my friend".

Não imaginas que, ao escrever "I miss you too", o meu coração chora por não escreveres "I miss you, my love".

 

Amo-te.

música: You and I both - Jason Mraz
sinto-me: desejosa por Outubro!
publicado por Amora às 22:56

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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