23.09.09

Olá, meu amor.

 

Estou há já 12 semanas em Portugal. Doze semanas estas durante as quais não pude ver-te, tocar-te, sentir o teu cheiro, olhar bem dentro dos teus olhos e imaginar-me lá.

 

Penso que a tua falta está a levar-me, lentamente, à paranóia. Todas as músicas me recordam momentos que tivemos juntos, penso ver-te na rua, na TV. Oiço alguém dizer o teu nome e, ainda que se estejam a referir a outra pessoa, és tu quem me vem primeiro à cabeça.

 

Sonhar contigo tornou-se um hábito: por vezes sonho que estamos juntos, felizes; outras vezes sonho que continuas com ela. Acordo com um vazio dentro do peito mas, ainda assim, feliz por ter visto, uma vez mais, esse sorriso enorme, que me aquece o coração.

 

Hoje pensei que tenho vontade de me apaixonar. Novamente. Não por ti, mas por alguém que me ame também. No entanto, a tua recordação não me deixa; estás sempre lá quando conheço pessoas novas, estás sempre lá quando penso que este ou aquele são simpáticos.

Não consigo, de forma alguma, deixar de os comparar a ti; até agora, todos sairam a perder. Como costumamos dizer, "you ruined it for any other guy". Obrigadinha!

 

Faltam duas semanas para voltar a ver-te, e o tempo não podia estar a passar mais devagar. Sinto-me em pulgas para te ver novamente - estou desejosa por dar-te o abraço que guardo para ti e receber o teu em troca. Por outro lado, sei que vais querer contar-me, uma vez mais (desta vez, pessoalmente), como foi levá-la a tua casa. Ao teu país. A conhecer os teus pais, e o quanto eles gostaram da sua nova nora.

 

E vai doer-me, como dói sempre que me falas dela. Mas vou sorrir, como sempre, e ficar feliz pela tua felicidade. Embora seja bittersweet, e me dilacere por dentro, saber-te feliz basta-me.

 

Amo-te.

música: Forgiven - Within Temptation
sinto-me: confusa
publicado por Amora às 00:25

03.09.09

Olá, meu amor.

 

Estou em Portugal há quase 10 semanas.

Tenho estado ocupada com diferentes projectos, visitas a familiares, saídas com amigos. Tenho aproveitado o tempo que tenho tido sozinha para fazer todas aquelas coisas que já mencionei antes.

 

No entanto, tudo me parece obsoleto sem ti. Apesar de gostar de tudo o que tenho feito, sinto sempre aquele vazio que só tu és capaz de preencher.

 

No entanto, estamos agora longe; para falar verdade, penso que nunca tinhamos estado a tantos quilómetros um do outro, desde que nos conhecemos. Passámos três meses separados no Verão passado, mas sempre estivemos, pelo menos, no mesmo continente. Não que isso resolvesse grande coisa, mas saber-te a tão grande distância é algo que me asusta. Tenho sempre receio que decidas ficar por aí, I guess.

 

Hoje estive com uns amigos nossos, que vieram a Portugal passar uns dias. A meio da nossa conversa, começaram a falar mal da tua namorada. Eu consegui controlar-me e não me pronunciei. Confesso que também não gosto dela; não gostava dela antes de vocês estarem juntos, e agora muito menos. Mas começo a ter receio de expressar a minha opinião sobre ela e que alguém se aperceba dos meus sentimentos por ti. Pode ser que esteja a ficar um pouco paranóica (damn it!).

 

À volta para casa, dei comigo a pensar sobre momentos que partilhámos, lembrando um deles com especial carinho. Houve uma altura em que frequentávamos "lectures" juntos. A cada intervalo, em vez que irmos beber um café ou descomprimir lá fora, como a maioria dos nossos colegas, preferíamos ficar os dois sentados, a partilhar os phones de um leitor de mp3. Parecíamos dois adolescentes a quem tinha sido oferecido tal aparelho; todos, todos os intervalos, lá vinhas tu, da tua cadeira mais à frente da sala, a fazer-me sinal para começar a ligar o mp3. Era como um mundinho nosso, que ali criámos. muitos chamavam-nos para ir lá fora beber um café, outros vinham perguntar-nos o que ouvíamos com tanta avidez, todos os dias.

A verdade é que, para além da música que partilhávamos, penso que aquele era um momento pelo qual ambos esperávamos com alguma excitação. Não precisávamos falar ou fazer o que fosse; bastava-nos pegar cada um no seu phone, e deixarmo-nos levar pelas melodias que ouvíamos.

 

 

Pensei que a tua ausência se fosse tornando cada vez menos difícil de suportar mas, até agora, tenho constatado o contrário. De cada vez que penso em ti, de cada vez que estou a ouvir música e o pc vai buscar uma música tua, de cada vez que penso nos momentos que passámos, nas conversas que tivémos... sinto como se estivesse desfeita em mil bocados. Desses mil bocados, um deles está comigo; todos os outros estão aí, contigo.

 

Enviaste-me, há pouco, um email a perguntar como estão as coisas e a dizer que tens saudades minhas. Se tu soubesses...

 

Amo-te.

sinto-me: com saudades, para variar
música: Oye como va - Carlos Santana
publicado por Amora às 22:01

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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