20.10.09

Noivos. Vocês estão... noivos. Pediste-a em casamento depois da nossa conversa no outro dia.

sinto-me: sem reacção
publicado por Amora às 19:47

17.10.09

Olá, meu amor.

 

Ultimamente não temos estado muito tempo juntos; embora estejamos envolvidos no mesmo projecto, cada um de nós está ocupado com o seu próprio "ramo".

 

Eu decidi que é boa, esta distância entre nós. Talvez assim tudo passe. Talvez assim as coisas se tornem um pouco mais fáceis de suportar.

 

Ultimamente, tenho saído com uma pessoa. Um homem lindo de morrer, tanto por dentro, quanto por fora. Alguém que se interessa pelos meus projectos, que está familiarizado o suficiente para podermos falar sobre isto sem que ele se aborreça. Alguém por quem muitas das minhas colegas suspiram.

A verdade é que nos damos bem, em todos os aspectos. Quando estou com ele, as coisas parecem mais fáceis. Mas não consigo, e detesto-me por isto, deixar de o comparar a ti. Deixar de pensar que tu farias isto ou aquilo diferente. Ou que, em determinada situação, dirias isto ou aquilo. Quando estamos deitados, abraçados, vens-me à cabeça e sinto-me desprezível.

 

Hoje vieste comigo. On-line. Grande invenção esta, o Skype.

Por algum motivo (deves estar bem disposto, hoje!), encheste-me de elogios. Que estou bonita (riiight!), mais madura, mais confiante, mais em paz comigo mesma desde que cheguei de Portugal. Que gostas de me ver assim.

 

Falámos e, a determinada altura, quando estávamos a falar sobre as minhas "skills" na guitarra (que, comparadas às tuas, são zero!), disseste que um dia gostavas de ir a um concerto meu, no Hard Rock Cafe... da cidade dela!

Fiquei... digamos que um pouco chocada e, depois de disfarçar e dizer que a minha música é para mim e poucos mais, perguntei se aquilo era a forma (indirecta) que encontraste para me dizer que, no final deste nosso projecto, vais viver para o país dela.

A tua resposta imediata foi "No". Depois ainda escreveste um "I don't know yet", mas aquele primeiro "não" aliviou um pouco o peso que de imediato senti no peito.

 

Depois, falei-te dele. Do homem com quem tenho saído. E tu, que tinhas estado falador durante a noite toda, passaste a responder com monosílabos e, a determinada altura, deixaste de responder.

 

Não sei o que pensar disto. Pode ter sido coincidência; provavelmente não passa disso mesmo. Mas, que raio, porquê só quando te falei dele? Acredita, tu ainda dás comigo em maluca, um dia!

 

Amo-te.

sinto-me: a ISTO de enlouquecer de vez
música: Guitarrada espanhola... olé!
publicado por Amora às 23:01

06.10.09

Olá, meu amor.

 

Ontem, finalmente, depois de todas estas semanas, estes meses, voltámos a reencontrar-nos. Que saudades, que saudades!

 

Quando cheguei (e, confesso, cheguei uns minutos mais cedo), olhei para todos os lados e não te vi. Estranhei, lembro-me de no ano passado, nesta mesma situação, chegares também um pouco mais cedo.

 

Entreti-me a rever pessoas que também não via desde o final do mês de Junho. Muitos abraços, muitos beijinhos, muitos "I missed you", muitos "You look so good!". O clima era de festa, e todos estavam excitados por voltar a este país, que já tanto nos diz.

Foi bom ouvir as novidades, saber como correram os Verões, mas... Faltavas tu!

 

Quando começámos a trabalhar, cheguei a sentir uma pontada de pânico. Não costumas chegar atrasado. Comecei a perguntar-me se terias decidido ficar por lá. Não acredito que tomasses tal decisão sem me contar, mas...

 

A certa altura, estava eu concentrada no que se estava a falar na reunião, quando uma colega me dá uma cotovelada e diz "Olha quem chegou, tão atrasado".

E não precisei olhar para ver quem era; sabia que eras tu.

 

Chegaste com ela, mas nem sequer consegui pensar nisso; só conseguia olhar para ti, para cada centímetro da tua cara, para os teus olhos que há tanto tempo não via.

 

Olhaste para mim, fizeste um sorriso e um leve aceno com a mão e foste sentar-te, silencioso, para não interromper o que se estava a passar.

 

Quando chegou o final da reunião, não aguentei mais e fui ter contigo. Abraçaste-me com tanta força e disseste que sentiste a minha falta. Não viste as lágrimas que tinha nos olhos quando disse que também senti a tua.

 

Puxaste-me à parte, e ficámos o resto do tempo que tivemos de pausa a conversar: como foi o Verão, como te sentes um homem novo, como me trouxeste um CD teu, que por ser antigo só se vende nos USA. Eu contei-te as minhas peripécias em Portugal, as pessoas que conheci. Foi tão, tão bom poder voltar a falar contigo outra vez. Assim, cara a cara, olhos nos olhos. Não imaginas a falta que me fizeste.

 

Entretanto, fui à casa-de-banho e, quando vinha a sair e voltava para a sala, tu vinhas no sentido contrário. Começaste a correr em direcção e a mim e, como eu não estava à espera, assustei-me. Ok, digamos que metade foi susto, a outra metade foi para ver como reagias. E resultou, uma vez que te riste, vieste e deste-me outro abraço; primeiro abraçaste-me por trás (e juro que senti o teu coração!) e, como se estava tornar um pouco embaraçoso, virei-me e ficámos abraçados como deve ser.

 

Meu Deus, é como voltar à adolescência! I love it!

 

Amo-te.

 

sinto-me:
música: Little wonders
publicado por Amora às 16:38

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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