03.09.09

Olá, meu amor.

 

Estou em Portugal há quase 10 semanas.

Tenho estado ocupada com diferentes projectos, visitas a familiares, saídas com amigos. Tenho aproveitado o tempo que tenho tido sozinha para fazer todas aquelas coisas que já mencionei antes.

 

No entanto, tudo me parece obsoleto sem ti. Apesar de gostar de tudo o que tenho feito, sinto sempre aquele vazio que só tu és capaz de preencher.

 

No entanto, estamos agora longe; para falar verdade, penso que nunca tinhamos estado a tantos quilómetros um do outro, desde que nos conhecemos. Passámos três meses separados no Verão passado, mas sempre estivemos, pelo menos, no mesmo continente. Não que isso resolvesse grande coisa, mas saber-te a tão grande distância é algo que me asusta. Tenho sempre receio que decidas ficar por aí, I guess.

 

Hoje estive com uns amigos nossos, que vieram a Portugal passar uns dias. A meio da nossa conversa, começaram a falar mal da tua namorada. Eu consegui controlar-me e não me pronunciei. Confesso que também não gosto dela; não gostava dela antes de vocês estarem juntos, e agora muito menos. Mas começo a ter receio de expressar a minha opinião sobre ela e que alguém se aperceba dos meus sentimentos por ti. Pode ser que esteja a ficar um pouco paranóica (damn it!).

 

À volta para casa, dei comigo a pensar sobre momentos que partilhámos, lembrando um deles com especial carinho. Houve uma altura em que frequentávamos "lectures" juntos. A cada intervalo, em vez que irmos beber um café ou descomprimir lá fora, como a maioria dos nossos colegas, preferíamos ficar os dois sentados, a partilhar os phones de um leitor de mp3. Parecíamos dois adolescentes a quem tinha sido oferecido tal aparelho; todos, todos os intervalos, lá vinhas tu, da tua cadeira mais à frente da sala, a fazer-me sinal para começar a ligar o mp3. Era como um mundinho nosso, que ali criámos. muitos chamavam-nos para ir lá fora beber um café, outros vinham perguntar-nos o que ouvíamos com tanta avidez, todos os dias.

A verdade é que, para além da música que partilhávamos, penso que aquele era um momento pelo qual ambos esperávamos com alguma excitação. Não precisávamos falar ou fazer o que fosse; bastava-nos pegar cada um no seu phone, e deixarmo-nos levar pelas melodias que ouvíamos.

 

 

Pensei que a tua ausência se fosse tornando cada vez menos difícil de suportar mas, até agora, tenho constatado o contrário. De cada vez que penso em ti, de cada vez que estou a ouvir música e o pc vai buscar uma música tua, de cada vez que penso nos momentos que passámos, nas conversas que tivémos... sinto como se estivesse desfeita em mil bocados. Desses mil bocados, um deles está comigo; todos os outros estão aí, contigo.

 

Enviaste-me, há pouco, um email a perguntar como estão as coisas e a dizer que tens saudades minhas. Se tu soubesses...

 

Amo-te.

música: Oye como va - Carlos Santana
sinto-me: com saudades, para variar
publicado por Amora às 22:01

Milônia Lesônia de Ophelia Amora.Então deixas o teu verdadeiro AMOR ali pendurado enquanto escreves Guiões para Telenovelas. Eu às vezes masco pastilhas elásticas e, depois digo: que rico bife que hoje comi. Em que fuso horário te encontras neste momento? Na Noruega? Se fores lá vai a Sandne que está lá o Calígula. Boa noite Geraldine .
Caravaggio a 4 de Setembro de 2009 às 23:26

Oh meu Júlio César Barbosa du Bocage, neste momento encontro-me no mesmo fuso-horário que o teu, a não ser que tenhas saído numa dessas tuas aventuras fora destas terras lusitanas.

Isso de mascar pastilhas tem que se lhe diga; diz que fazem mal ao estômago. Experimenta antes uma frutinha ;)

Boa noite, Ave Cesar
Amora a 23 de Setembro de 2009 às 00:40

Minha Doce Agrippina , eu sentia que andava no ar uma paixão que não tinha onde aterrar. Tu, não pode ser, não tenho perto nenhum quiosque onde me esconda para fugir à tentação de te abraçar e nunca mais fugires, a não ser que queiras ir à missa. Minha doce , meu legume, minha beterraba querida NUNCA MAIS FUJAS DE MIM. Eu fui feito para morreres nos meus braços. Não foi por acaso de saí destas terras lusitanas, mas estive uns dias (5) em Londres pois convidarem-me a expor em Novembro, mas eu sentia o teu cheiro em todo o lado porque o fuso horário é o mesmo. Minha Catarina II, nunca mais me abandones que eu sou tímido e tenho vergonha de te escrever. Até logo Minha Flaminga .
Caravaggio a 23 de Setembro de 2009 às 01:32

Oh meu Júlio César Barbosa du Bocage, neste momento encontro-me no mesmo fuso-horário que tu, a não ser que tenhas saído numa dessas tuas aventuras fora destas terras lusitanas.

Isso de mascar pastilhas tem que se lhe diga; diz que fazem mal ao estômago. Experimenta antes uma frutinha ;)

Boa noite, Ave Cesar
Amora a 23 de Setembro de 2009 às 00:41

Colibri, já reparaste que me entalaste com dois post´s teus iguais. Eu sei que é a tua ansiedade quando pensas em mim e a prova que me adoras pela frontaria e pelas traseiras . Beijo minha Sardanisca .
Caravaggio a 23 de Setembro de 2009 às 02:00

as nossas histórias de amor davam uma novela, ou um filme. um filme era mais giro. até podiam juntar as duas num só filme. mas vamos imaginar que era uma comédia romântica pode ser? sim, porque nas comédias românticas toda gente sabe que no final eles acabam juntos. e era tão bom que esse fosse o final das nossas histórias? não era minha querida?
aiii. se tu soubesses como isto anda. ;s

beijo grande *
melody a 8 de Setembro de 2009 às 03:16

Sim, linda, por favor, que seja uma comédia romântica; de dramas estou eu farta ;)

As coisas andam mt más por aí?

Força, querida!

Bjinhos
Amora a 23 de Setembro de 2009 às 00:42

não sei ao certo. estão porque há muitas saudades. e parece-me que é das duas partes mas não sei. a história já por si é complicada.. quanto mais assim.
melody a 23 de Setembro de 2009 às 01:56

Viver um amor em segredo é muito duro...
Secreta a 10 de Setembro de 2009 às 14:47

Se é!

Beijos
Amora a 23 de Setembro de 2009 às 00:43

Olá querida. obrigada por estares sempre comigo e pela preocupação. Vou andando melhor. Amiga qto ao teu post being away from the one we love is like crossing the desert without a drop of water. The body aches the heart diminishes, and our head begins to flow over all sapace that separates our minds. É dolorosíssima a distância quando se está afadtado de quem amamos e mais violento ainda amar em silêncio, guardar segredo quando se pretende gritar. Ficar parado quando o que queremos é agir para além de tudo sem olhar a consequências. Minha querida amiga possa ele nesta distância estar em uníssono contigo no pensar e no sentir e não apenas na saudade. Bjs mil Votos de tudo de bom.
Sindarin a 10 de Setembro de 2009 às 14:58

Obrigada, minha querida, plos teus comentários, que sempre me oferecem conforto!

Beijinhos e espero que esteja tudo bem
Amora a 23 de Setembro de 2009 às 00:43

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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