06.10.09

Olá, meu amor.

 

Ontem, finalmente, depois de todas estas semanas, estes meses, voltámos a reencontrar-nos. Que saudades, que saudades!

 

Quando cheguei (e, confesso, cheguei uns minutos mais cedo), olhei para todos os lados e não te vi. Estranhei, lembro-me de no ano passado, nesta mesma situação, chegares também um pouco mais cedo.

 

Entreti-me a rever pessoas que também não via desde o final do mês de Junho. Muitos abraços, muitos beijinhos, muitos "I missed you", muitos "You look so good!". O clima era de festa, e todos estavam excitados por voltar a este país, que já tanto nos diz.

Foi bom ouvir as novidades, saber como correram os Verões, mas... Faltavas tu!

 

Quando começámos a trabalhar, cheguei a sentir uma pontada de pânico. Não costumas chegar atrasado. Comecei a perguntar-me se terias decidido ficar por lá. Não acredito que tomasses tal decisão sem me contar, mas...

 

A certa altura, estava eu concentrada no que se estava a falar na reunião, quando uma colega me dá uma cotovelada e diz "Olha quem chegou, tão atrasado".

E não precisei olhar para ver quem era; sabia que eras tu.

 

Chegaste com ela, mas nem sequer consegui pensar nisso; só conseguia olhar para ti, para cada centímetro da tua cara, para os teus olhos que há tanto tempo não via.

 

Olhaste para mim, fizeste um sorriso e um leve aceno com a mão e foste sentar-te, silencioso, para não interromper o que se estava a passar.

 

Quando chegou o final da reunião, não aguentei mais e fui ter contigo. Abraçaste-me com tanta força e disseste que sentiste a minha falta. Não viste as lágrimas que tinha nos olhos quando disse que também senti a tua.

 

Puxaste-me à parte, e ficámos o resto do tempo que tivemos de pausa a conversar: como foi o Verão, como te sentes um homem novo, como me trouxeste um CD teu, que por ser antigo só se vende nos USA. Eu contei-te as minhas peripécias em Portugal, as pessoas que conheci. Foi tão, tão bom poder voltar a falar contigo outra vez. Assim, cara a cara, olhos nos olhos. Não imaginas a falta que me fizeste.

 

Entretanto, fui à casa-de-banho e, quando vinha a sair e voltava para a sala, tu vinhas no sentido contrário. Começaste a correr em direcção e a mim e, como eu não estava à espera, assustei-me. Ok, digamos que metade foi susto, a outra metade foi para ver como reagias. E resultou, uma vez que te riste, vieste e deste-me outro abraço; primeiro abraçaste-me por trás (e juro que senti o teu coração!) e, como se estava tornar um pouco embaraçoso, virei-me e ficámos abraçados como deve ser.

 

Meu Deus, é como voltar à adolescência! I love it!

 

Amo-te.

 

sinto-me:
música: Little wonders
publicado por Amora às 16:38

É tão bom ver-te assim. Oh ..
Só espero que dure e que desta vez, talvez ele sinta mesmo muito a tua falta. Tanto que te queira manter lá para sempre. :)
Obrigado pela tua força.
Beijinho*
Em Fá Sustenido a 6 de Outubro de 2009 às 22:48

Era bom, não era?

Obrigada plos comentários ;)

Bjs
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:19

Oh minha querida...

O que eu penso quando sei que é amor que sentes por ele e ainda tens de o ver com outras pessoas...

Escusado será dizer para revelares o que sentes, né?

De qualquer maneira, fico contente por esse coraçãozinho já estar mais sossegado por ter visto, sentido e tocado alguém tão especial para ti!

Beijão
meninadesonhos a 7 de Outubro de 2009 às 00:22

Sim, revelar não está nos meus planos a curto prazo... infelizmente!

Obrigada plo apoio, linda!

Bjinhos
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:20

como eu acho que lhe devias dizer o que sentes, acho mesmo...
S a 7 de Outubro de 2009 às 01:26

Se as circunstâncias fossem diferentes, e eu tivesse "balls" suficientes... ;)
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:20

pois, mas tens que tentar lidar com as circunstâncias, querida, tens que lutar por ele, ou menos tentar, antes de o perderes para a que ele anda.
S a 18 de Outubro de 2009 às 23:15

Eu sei, tu tens razão... Mas, para ser sincera, acho q já o perdi. O que "sucks", mas vou ter q eventualmente conformar-me com isso, I guess :S

(gahh desculpa isto estar meio em portugues e meio em ingles, mas quando estou cansada custa-me pensar só numa língua :X )
Amora a 18 de Outubro de 2009 às 23:18

Só podes ter a certeza que o perdeste quando lutares por ele e ele te dizer, porque até lá será uma batalha incerta.
lol, quando ao inglês e português, é na boa, adoro inglês, alias adorava viver na Inglaterra.
S a 18 de Outubro de 2009 às 23:50

hehe a sério?
Eu nunca lá estive, mas já ouvi dizer que o tempo por lá é muito chuvoso... farta de chuva ando eu! :p

Beijinhos
Amora a 19 de Outubro de 2009 às 09:53

lol, eu não me importo com a chuva, até gosto.
tu estás em que país?
bjinhos*
S a 19 de Outubro de 2009 às 11:19

Sem palavras...Confesso que adorei o teu texto e relembrei tudo o que sei sobre ti...o amor que eu sempre achei doloroso para ti. Mas perante o teu texto, tão lindo e real, leva-me a pensar...Será que ele não sentirá o mesmo por ti? Ai...adorava falar contigo, conhecer melhor cada passo dessa história de amor tão linda! um beijinho...
Gaybriel a 7 de Outubro de 2009 às 21:03

Obrigada, lindo, por mais uma visita aqui ao meu "confessionário" ;)

Espero q esteja tudo bem contigo e o Peter

Beijinhos
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:21

eu adoro seguir esta "história" de amor. quero um final feliiiiz. ^^
caleidoscópio a 11 de Outubro de 2009 às 12:50

hehe eu tambémmmm ;)

Bjinhos
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:21

Olá querida. Por favor ganha coragem e diz-lhe k o mas...por favor! O meu coração já quase não aguenta este teu sofrer calada apesar de ser linda e altruísta a tua dedicação. Ele tem de saber, deve saber. Não tenhas medo...podes até ter uma surpresa sei lá. Mil e um beijos minha doce e linda amiga.
Sindarin a 12 de Outubro de 2009 às 10:28

Ai, querida, se fosse só uma questão de coragem... Eu provavelmente não dizia na mesma, sou uma coward hehe mas, ainda assim, são tantas outras coisas a ter em conta...

E tu linda, como estás? a recuperação como está a ser?

Bjinhos
Amora a 17 de Outubro de 2009 às 23:22

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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