17.10.09

Olá, meu amor.

 

Ultimamente não temos estado muito tempo juntos; embora estejamos envolvidos no mesmo projecto, cada um de nós está ocupado com o seu próprio "ramo".

 

Eu decidi que é boa, esta distância entre nós. Talvez assim tudo passe. Talvez assim as coisas se tornem um pouco mais fáceis de suportar.

 

Ultimamente, tenho saído com uma pessoa. Um homem lindo de morrer, tanto por dentro, quanto por fora. Alguém que se interessa pelos meus projectos, que está familiarizado o suficiente para podermos falar sobre isto sem que ele se aborreça. Alguém por quem muitas das minhas colegas suspiram.

A verdade é que nos damos bem, em todos os aspectos. Quando estou com ele, as coisas parecem mais fáceis. Mas não consigo, e detesto-me por isto, deixar de o comparar a ti. Deixar de pensar que tu farias isto ou aquilo diferente. Ou que, em determinada situação, dirias isto ou aquilo. Quando estamos deitados, abraçados, vens-me à cabeça e sinto-me desprezível.

 

Hoje vieste comigo. On-line. Grande invenção esta, o Skype.

Por algum motivo (deves estar bem disposto, hoje!), encheste-me de elogios. Que estou bonita (riiight!), mais madura, mais confiante, mais em paz comigo mesma desde que cheguei de Portugal. Que gostas de me ver assim.

 

Falámos e, a determinada altura, quando estávamos a falar sobre as minhas "skills" na guitarra (que, comparadas às tuas, são zero!), disseste que um dia gostavas de ir a um concerto meu, no Hard Rock Cafe... da cidade dela!

Fiquei... digamos que um pouco chocada e, depois de disfarçar e dizer que a minha música é para mim e poucos mais, perguntei se aquilo era a forma (indirecta) que encontraste para me dizer que, no final deste nosso projecto, vais viver para o país dela.

A tua resposta imediata foi "No". Depois ainda escreveste um "I don't know yet", mas aquele primeiro "não" aliviou um pouco o peso que de imediato senti no peito.

 

Depois, falei-te dele. Do homem com quem tenho saído. E tu, que tinhas estado falador durante a noite toda, passaste a responder com monosílabos e, a determinada altura, deixaste de responder.

 

Não sei o que pensar disto. Pode ter sido coincidência; provavelmente não passa disso mesmo. Mas, que raio, porquê só quando te falei dele? Acredita, tu ainda dás comigo em maluca, um dia!

 

Amo-te.

sinto-me: a ISTO de enlouquecer de vez
música: Guitarrada espanhola... olé!
publicado por Amora às 23:01

Isso é não saber o que se quer!
E tu não podes esperar por ele para sempre! Há que viver esta vida. Não temos outra ;D
Beijinho*
Em Fá Sustenido a 18 de Outubro de 2009 às 01:33

é isso... dói, mas é isso.

Bjs
Amora a 20 de Outubro de 2009 às 19:49

Só de ler isto da-me vontade de te bater, a sério, fogo, tu tens que falar com ele, lutar por ele, o tempo que andas a sofrer lutas por ele.
S a 19 de Outubro de 2009 às 11:23

Já não vale a pena.

Bjs e obrigada plo apoio.
Amora a 20 de Outubro de 2009 às 19:50

Porque não vale a pena? dá-me uma boa razão e com lógica.
S a 21 de Outubro de 2009 às 00:19

pelo meu utimo post...
Amora a 21 de Outubro de 2009 às 18:17

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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