29.11.09

Olá, meu amor.

 

No outro dia, fui jantar a casa de uns amigos nossos. Antes de começares a tua relação com ela, era hábito estares sempre em casa deles; digamos que já fazias parte da casa (pelo menos, as tuas fotos ainda estão na "wall of fame", na cozinha.

Era até comum ficares lá a dormir. Eles têm uma cama insuflável, a qual eles ainda consideram "tua", na qual dormias na cozinha, quando lá ficavas. "Just like Cinderella", costumavas dizer.

 

Agora, sou eu quem lá passa grande parte do tempo. Apesar de não saberem o motivo pelo qual muitas vezes estou em baixo, eles apoiam-me e, acima de tudo, fazem-me rir. Nem que para isso tenhamos que deitar abaixo 6 garrafas de vinho ;)

 

Mas, voltando ao que estava a dizer. Estava eu lá a jantar (éramos, ao todo, sete pessoas à mesa) e a conversa foi, invariavelmente, parar à tua relação com ela.

Estavam todos a comentar como é cedo para vocês estarem já noivos.

A certa altura, um deles disse algo muito certo: tu és um homem de paixões. Quando algo ou alguém te tem "head over heels", ninguém te pára.

Foi assim com a tua antiga namorada (noiva), foi assim com alguns dos teus amigos, é assim com o nosso projecto, é assim com a tua música.

 

Uma das nossas amigas (que também lá estava a jantar) ainda está sentida contigo; uma vez, ao que parece, disseste-lhe que a tua primeira "coisa" favorita eram os teus pais, a segunda os teus amigos coreanos (ela e o namorado) e a terceira era vinho coreano.

Ela levou isto muito a sério e, tanto ela quanto o namorado, consideravam-te irmão deles. Tal como me consideram a mim irmã e, diga-se de passagem, isto é uma grande honra - para eles, não se chama "irmã" ou "irmão" a qualquer um.

A verdade é que, desde que a "paixão" pela tua nova namorada começou, afastaste-te também deles, e é algo que eles sentem muito.

 

Mas bom, toda esta conversa para dizer qual a conclusão a que todos chegámos nesse dia: tu és, como já escrevi antes, um homem de "paixões".

Mas, eventualmente, algumas das tuas paixões vão desvanecendo.

 

A minha esperança, neste momento, é que também esta se desvaneça - e todas as outras voltem a brilhar.

 

 

Ontem passei por ti e fingi que não te vi. Estavas a uns bons 20 metros de distância, com o laptop no colo. Passei por ti duas vezes e, em ambas, senti o teu olhar cravado em mim. Vi-te, inclusivé, virar a cabeça no meu sentido, até não me veres mais (bendita visão periférica!).

Quando cheguei a casa, tinha comentários teus no meu Facebook. Tu, que nunca usas o Facebook para nada.

Sei que, mais uma vez, estou a fazer "a great deal out of it", mas não me importa - por agora, é quanto basta para me fazer sorrir.

 

Amo-te.

música: Feeling good - Michael Bublé
sinto-me: saudável
publicado por Amora às 23:12

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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