18.04.09

Olá, meu amor.

 

Uma vez que somos ambos viciados em música e, por sorte, temos gostos idênticos no que toca a essa arte, a "troca" de músicas é algo comum entre nós.

 

Músicas que fizeram ou fazem sucesso, músicas de artistas que, por algum motivo, não chegaram a ser famosos, até músicas originais (geralmente tuas; as minhas, independentemente do que tu digas, ainda são um pouco "verdes").

 

É algo que aprendi a gostar entre nós os dois; estas trocas de músicas, a maneira como ambos ansiamos que o outro apareça, porque encontrámos uma música que de certeza que o outro vai gostar. A maneira como, de inicio, éramos ambos timidos ao enviar originais, sendo que agora a timidez passou e eu passo horas a ouvir canções que muita gente nunca vai ter o prazer de ouvir (como tu dizes, "não cabem todas no CD, mas amo todas como se fossem minhas filhas!").

 

Hoje, então, estava eu numa das minhas viagens pelo Youtube, quando me deparei com uma canção que há muito, muito, não ouvia.

Comecei a ouvir e, nem 5 segundos depois, senti que o controlo sobre os meus sentimentos se ía e, sem problemas, deixei que todas as lágrimas que tinha armazenadas saíssem.

 

Esta música lembrou-me do quanto te amo.

Do nó na garganta que sinto quando te vejo. De como a minha pele se arrepia quando me tocas. Do nervoso que sinto, ainda, no estômago, quando te vejo (depois de todo este tempo). De como o teu cabelo é de um negro carvão, de como tu insistes em dizer que não é preto, é castanho. Da forma como os teus olhos me olham, e neles consigo ver todos os tons de castanho (que me fazem recear que um dia percebas os tons dos meus).

Da forma como o teu sorriso se abre quando me vês, e todo o mundo brilha, ainda que por um instante. Da forma como insistes em corrigir o meu inglês (e como eu, de vez em quando, digo coisas erradas de propósito, só para te ver revirar os olhos).

Da forma como, uma noite, me olhaste nos olhos, pegaste na minha mão, e juraste que, se eu "ever"* precisar de alguém para falar ou de um ombro para chorar, podia contar contigo. Daquele chapéu preto ridículo, que insistes em usar de vez em quando.

 

De como mais pareço uma adolescente com tudo isto.

 

Da forma como me dói, de como me parte a alma em bocados, o saber-te com ela.

 

A música é esta:

 

 

 

Amo-te.

 

* Caramba, começa a faltar-me o português!

música: Have I told you lately that I love you
sinto-me: Apaixonada...
publicado por Amora às 23:23

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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