08.03.09

Olá, meu amor.

 

Na Segunda-feira passada, voltaste do teu fim-de-semana romântico. Quando me viste, correste para mim, abraçaste-me com força bastante para me levantar do chão e, num sussurro, disseste-me ao ouvido que tiveste saudades minhas.

Senti como se o meu estômago fosse a prisão de borboletas inquietas. E como se o meu coração, por bater tão forte, me fosse sair pela boca a qualquer momento. É incrível como me senti, como me fazes sentir o que sinto com uma frase apenas. Uma simples frase, que em mim teve o efeito de todo o amor do mundo junto. Todo compacto, dentro do meu peito.

Controlei-me para não demonstrar a alegria que senti (se bem que, se bem me conheço, devo ter ficado vermelha que nem um tomate...) e disse-te que também senti a tua falta.

 

Durante essa manhã, não me pareceste muito feliz. Pareceste-me bem, mas não feliz, como supus que estarias depois de uns dias românticos com ela.

Quando te perguntei, disseste que sim, que estás feliz, mas que, como queres mostrar maturidade (e, verdade seja dita, já tens idade para isso), não podes estar tão "all over her" como gostarias.

A verdade é que não me convenceste. Mais cedo ou mais tarde, vais ter que me contar o que se passa.

 

Sei que, ultimamente, tens tido imensas dores devido a um prolapso de um disco invertebral. É um daqueles momentos em que eu gostava de estar contigo. De tomar conta de ti. De ajudar-te a passar pela dor e reconfortar-te.

 

Não é possível.

 

Assim, vou perguntando como vão "as costas". E finjo acreditar quando me dizes, com um leve sorriso mas com olhos tristes, que tudo está bem.

 

Amo-te.

música: James Morrison - Wonderful World
sinto-me: A Primavera está a chegar
publicado por Amora às 20:33

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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