14.06.09

Olá, meu amor.

 

Ontem foste à festa que eu e uma amiga nossa organizámos: a festa de aniversário conjunta de três amigos nossos.

 

Tardaste em chegar e, a determinada altura, cheguei a recear que não viesses. Claro que já devia saber que, quando dizes que vens, cumpres a tua palavra.

 

Estávamos a jogar ao "Guitar Hero" quando chegaste (já temos idade para nos deixar destas coisas, mas o que é que se há de fazer, num grupo de viciados em música, "Guitar Hero" é o mínimo que se pode esperar). Foste cumprimentar todos os que estavam presentes nas outras partes da casa e, mal espetaste com o que querias no grelhador, foste a correr para o "quarto da música", onde nós estávamos.

Quando lá chegaste, um amigo nosso estava a tentar a "Black Magic Woman", do Carlos Santana. Estavam todos a olhar para ele, uma vez que, mesmo a guitarra do jogo sendo muito diferente de uma guitarra a sério, a coreografia que ele fazia enquanto jogava o fazia parecer o maior guitarrista de todos os tempos.

 

Tu pegaste numa das guitarras (a sério) que estavam no quarto e, sentado a um canto, começaste a tocar a música, em sintonia com o jogo. E, nessa altura, todos ficaram embasbacados a olhar para ti, como se não soubessem já que tu és um deus na guitarra. Aliás, todos menos eu, que já estava de olho em ti desde que entraste no quarto. Ainda mais maravilhosa foi a tua expressão de embaraço, quando te apercebeste que tinhas roubado a audiência ao que estava a jogar. Não era esse o teu objectivo; simplesmente não resistes a uma viola quando vês uma. E nós sabemos, so don't worry.

 

Entretanto, estávamos a conversar e tu olhaste para o meu fio. Confessaste que sempre o adoraste, pelo simbolo que nele tenho pendurado. Eu comentei o facto de teres esse mesmo simbolo tatuado no teu braço e, como quem não quer a coisa, sugeri que, a partir daquela noite, quando olhasses para ele ias lembrar-te de mim. "Forever", foi a tua resposta.

 

Mais tarde, uma amiga nossa veio dizer-me que conversou contigo acerca do facto de eu, ela e o namorado (e muitos mais, mas nós em particular) sentirmos saudades tuas desde que sais com a tua namorada. Que és muito importante para nós ("Como irmãos!", disse ela) e que sentimos muito a tua falta por estares sempre com ela. A tua primeira reacção foi pedir desculpa. A segunda será, espero eu, tentar mudar as coisas.

 

No fim da noite, quando a maioria das pessoas se tinham ido embora, pegaste na tua guitarra e entreteste-te a tocar e cantar. Para ti, não para os outros. Quando eu lá cheguei, pedi-te que tocasses uma música tua, que gravaste no teu primeiro CD. Tocaste-a. Depois, cantámos juntos algumas outras canções desse CD. E, depois disso, cantámos algumas das tuas canções mais recentes. Tantas, tantas saudades que eu tinha de cantar contigo. Quando cantámos uma música que eu sei que é muito especial para ti, por ser do teu pai, ficaste com lágrimas nos olhos. Cantámo-la juntos e, nesse momento, senti que nada, nem ninguém, pode quebrar o laço que existe entre nós.

 

Quando nos viemos embora, um abraço apertado e a promessa de conversarmos.

 

Amo-te.

música: Aquela...
sinto-me:
publicado por Amora às 01:59

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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