27.02.09

Olá, meu amor.

 

Decidi esperar alguns dias até voltar a escrever neste blog. Talvez assim, o meu coração deixasse de doer com tanta intensidade, cada vez que penso na notícia que me deste na semana passada (ou há duas semanas? Já nem sei. A verdade é que me parece uma eternidade).

A dor ainda não passou, continua a latejar e não demonstra quaisquer sinais de melhora. Ainda assim, resolvi voltar. Como já disse antes, este blog acaba por ser o meu escape. Onde te digo tudo o que sinto, ainda que não o leias.

 

Ontem foste com ela, numa viagem para outro país. Cinco dias, só os dois, num país romântico. Vieste contar-me os teus planos entusiasmadíssimo. Receio que estejas a precipitar-te; estão juntos há apenas três semanas... Mas pode ser o meu ciúme a falar, por isso não vou prestar muita atenção a este pensamento.

 

Ontem à noite vieram alguns amigos nossos jantar cá a casa. Tu não vieste; ias de viagem... Com ela.

De alguma forma, a conversa foi em direcção à tua relação com ela. Admito que fiquei surpreendida com o que ouvi; aparentemente, não sou a única que não simpatiza com ela. Não houve absolutamente ninguém, em todo o grupo, que dissesse que gostava dela. De uma forma absolutamente egoísta, senti uma alegriazinha, uma chama muito pequenina. Pode ser que também tu, um dia, te apercebas de algumas das características dela... Das quais todos os outros já se aperceberam.

Acabei por ir para casa deles, para bebermos um copo e mostrarmos uns aos outros algumas músicas novas e, como se tornou tarde e lá fora quase nevava, acabei por pernoitar por lá.

Hoje de manhã, a meio de mais uma sessão de música, um deles acabou por me mostrar uma música, que escreveste, tocaste e cantaste para ela.

Quando ele carregou no play e a tua voz soou na sala, senti algo que, por mais que tente, não consigo explicar. Como uma mistura de angústia, amor e saudade.

 

E doeu. Doeu muito, aquela música.

Porque era linda. Uma balada romântica, com uma letra que só podia ter sido escrita por ti. Com uma voz, numa língua que é tua e já se tornou também minha, que só podia ter saído de ti.

Controlei todos os sentimentos que me abalavam e, embora chorasse por dentro, por fora sorri e elogiei a canção.

Só quando, horas mais tarde, cheguei a casa, é que me dei permissão para desabar. Um pouco, só um pouco.

 

Compus uma música para ti, hoje. Com letra em português, para ter a certeza que não percebes o que canto.

 

Foste embora há um dia, e já tenho saudades tuas.

 

Amo-te.

sinto-me: quase sem palavras...
música: a que hoje me fez chorar
publicado por Amora às 03:05

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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