25.06.09

Olá, meu amor.

 

Hoje dei comigo a pensar no dia em que nos conhecemos.

Ambos fazíamos (e faremos, pelo menos, durante mais um ano) parte de um projecto que não vou descrever aqui, não só para manter as nossas identidades "cá para nós", mas também porque não vem agora ao caso.

 

Nesse primeiro dia, nem sequer reparei em ti. Lembro-me vagamente de te ver com aquele chapéu ridículo que insistes em usar de vez em quando (e que, apesar de ridículo, te fica tão bem) e que já se tornou a tua imagem de marca.

Lembro-me de não saber que cantavas, de não saber que tocas guitarra como um deus, de não saber que tens CDs gravados, de não saber que tens fãs espalhados por aí.

 

No final da primeira semana, não me lembro se Quinta ou Sexta-feira, trouxeste a viola. E foi nesse preciso momento, em que pegaste na viola e começaste a cantar, que entraste na minha vida. E que forma maravilhosa escolheste!...

 

Lembro-me de todos aplaudirem, comentarem o teu sucesso. Lembro-me até de te aplaudir até me doerem as mãos e, se não for a memória a pregar-me uma partida, lembro-me do teu canto me encher os olhos de lágrimas.

Nessa altura senti que eras especial; no entanto, demorei meses a perceber que estava completamente apaixonada por ti (e que bem que me lembro dessa noite; um dia escrevo um post about it!).

 

Nessa altura, as nossas conversas não tinham a profundidadeque têm actualmente; eram conversas "de circunstância". No entanto, lembro-me bem de uma delas:

 

Fazem parte deste projecto pessoas de todos os cantos do mundo; América, Ásia, Europa, África e Oceania (ainda se usa esta designação?) estão representados. Uma das primeiras coisas que acontecem nestas situações é, inevitavelmente, a aprendizagem de palavras menos próprias - entenda-se, palavrões brutais - em outras línguas.

Eu própria devo admitir que nunca disse tantos palavrões como nestes últimos anos. Claro que, para mim, não significam absolutamente nada; no entanto, é engraçado ver as expressões de quem percebe o que estou a dizer.

 

Ora, estando a parte dos palavrões explicada, é óbvio que, quando alguém me dizia que queria aprender qualquer coisa em português, era fácil deduzir o que seria.

 

Tu, para variar, foste o contraste no meio da multidão. "Ensina-me qualquer coisa em português", pediste-me um dia, quando iamos a caminho de um sítio qualquer. Comecei a pensar nos palavrões que te ia ensinar mas, antes de fazer qualquer sugestão, perguntei-te o que querias aprender. A tua resposta foi algo que nunca mais esqueci.

 

"How do you say 'You look very beautiful today' in portuguese?"

 

Amo-te.

sinto-me: Com saudades tuas!
música: Your body is a wonderland - John Mayer
publicado por Amora às 02:07

Eu amo-te. Tu não sabes. Eu nunca terei a coragem de te dizer.
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